o Brasil está na lista onde a impunidade a mortes de jornalistas .
Casos não resolvidos
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| Tim Lopes |
Em todos os países pesquisados, apenas 13 dos 247 casos envolvem jornalistas que trabalhavam fora de seu país. Outro dado do levantamento indica que a reportagem sobre política foi a mais perigosa. Trinta por cento das vítimas incluídas no índice do CPJ cobriam esse tema.
A execução do jornalista Décio Sá, ocorrida dia 23 /04 em São Luís (MA), configura um caso típico de morte de profissionais de imprensa – como os apontados no levantamento.
Brasília – O Brasil ocupa a 11ª colocação no ranking de países em que os assassinatos de jornalistas mais ficaram impunes, segundo a organização não governamental (ONG) Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ). Os piores na América Latina são Brasil (11º lugar), México (oitavo lugar) e Colômbia (quinto lugar). No mundo, os líderes em violência contra jornalistas são Iraque (primeiro), Somália (segundo) e Filipinas (terceiro), segundo o Índice de Impunidade criado pela CPJ.
"A impunidade é o oxigênio para ataques contra a imprensa e o motor daqueles que buscam silenciar a mídia", disse Javier Garza, editor do jornal mexicano El Siglo de Torreón. No caso do México, Garza conta sobre os ataques promovidos por “pistoleiros profissionais” em Coahuila, nos últimos quatro anos.
Renata Giraldi e Luciana Lima
Repórteres da Agência Brasil